Lançamento: Bar do Escritor – Tomo IV

Já está em mãos a nova antologia literária do Bar do Escritor. Participo desta antologia também com poemas. É gratificante estar nesta quarta publicação, tendo participado da primeira antologia, Anarquia Brasileira de Leitras (2009), e da terceira antologia, Terceira Dose (2012).

Nesta edição, mantenho o estilo minimalista, com significados reticentes e poemas curtos.

É ótimo ter os amigos barnasianos Cristiano Deveras, Emerson Wiskow, Fillipe Jardim, Giovani Iemini, Glauber Vieira Ferreira, Larissa Marques, Magmah, Maria Júlia Pontes, Pablo Treuffar, Paulinho Dhi Andrade, Renato Saldanha Lima, Roberto Menezes, Rodrigo Domit, Rosa Cardoso, Ruth Cassab Brolio, Ruy Villani e Wilson R. compartilhando com outros autores as 228 páginas deste livro.

Sobre o Bar do Escritor

O Bar do Escritor é uma comunidade de autores e entusiastas da literatura que age coletivamente em busca da promoção literária e da difusão do pensamento crítico e libertário.

Nesta quarta antologia de contos, crônicas e poemas, lançada pelo grupo, reuniram-se 45 autores do País, para escrever sobre o que mais apreciam, um bom bate-papo num botequim. São textos que abrangem diversos sentimentos, desde o mais formal ao mais lisérgico.

Entre os autores reunidos, destacam-se membros de academias de letras, jornalistas, compositores, vencedores de concursos literários, cartunistas, juízes de direito, filósofos, membros antigos do Bar do Escritor (BdE), algumas comunidades de literatura, incluindo vagabundos, malucos, os malditos, os amantes, os amadores, os amigos, entre outros escritores de toda espécie.

Wilson R., candidato à eleição na Academia Brasileira de Letras, no prefácio, considera o BdE o movimento literário mais expressivo da atualidade, exatamente pela íntima ligação entre o mundo virtual contemporâneo e o real, concretizado pelos seus integrantes nas diversas obras publicadas, nos blogs de literatura e nos encontros nacionais do grupo em Paraty, Rio de Janeiro, por ocasião da Festa Literária Internacional (FLIP).

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Murray Rothbard – Educação: Livre e Obrigatória

Chega aos leitores lusófonos o texto de Murray Rothbard (1926-1995) sobre a educação, que tive o prazer e a honra de traduzir e redigir este prefácio à edição brasileira. Publicado em 1972, Educação: Livre e Obrigatória é um ensaio no qual o economista e filósofo estadunidense condensa a história da educação obrigatória no ocidente, desde a formação das nações modernas, e argumenta contra a interferência do estado na esfera educacional.

Vivemos numa época na qual diversas máximas são proclamadas cotidianamente. É comum ouvir de jornalistas, especialistas e políticos uma convocação para a melhoria da educação. Dizem que o futuro do Brasil começa na escola e que é preciso mais políticas educacionais. Neste livro, Murray Rothbard demonstra o perigo existente por de trás destas ideias.

Em primeiro lugar, “é claramente absurdo limitar o termo “educação” para um tipo de escolaridade formal”. Rothbard inicia a primeira parte de seu livro discutindo o desenvolvimento e a diversidade dos seres humanos, os tipos de instrução e a responsabilidade pela educação das crianças. Este capítulo inicial contém enorme material para discutir problemas vivenciados na realidade brasileira, como é o caso da criminalização do homeschooling (ensino doméstico). Outrossim, é neste momento que apresenta a sua defesa da não intervenção do estado na educação apontando a diferença entre uma educação obrigatória e uma educação livre.

Rothbard não é pedagogo e nem discursa sobre questionamentos sobre como se deve ensinar. É preciso que o leitor esteja atento a isto, pois o ponto central é demonstrar que a instrução pública obrigatória é uma política totalitária.

O segundo capítulo dá o tom do restante do livro. Passando rapidamente pela educação na Grécia Antiga e na Idade Média, Rothbard investiga e mostra que foi a Reforma Protestante o movimento que impulsionou a Europa numa cruzada pela instituição de uma escolaridade compulsória. O pensamento dos reformadores influenciou principalmente a Prússia, o primeiro estado moderno a ter um sistema de educação obrigatória. Este apontamento histórico não é meramente trivial quando se observa uma vasta literatura em história da educação que aponta a Revolução Francesa como o movimento que impulsionou a obrigatoriedade de uma educação básica.

No terceiro e último capítulo Rothbard prossegue com a investigação histórica. Analisa o debate e a construção da obrigatoriedade do ensino público nos Estados Unidos. Finaliza apontando cinco considerações sobre o atual cenário do ensino, inundado de ideias coletivistas que têm levado a educação à bancarrota.

Os dados e argumentos apresentados pelo economista servem de enorme estímulo aos leitores brasileiros. É preciso investigar a origem da escolarização obrigatória no Brasil. O absolutismo ilustrado de Marquês de Pombal possui muito em comum com o despotismo esclarecido prussiano. A história de como o tema da educação foi tratado pelas inúmeras constituições, após a independência de Portugal, demonstra claramente como as crianças deixaram de ser responsabilidade da família e passaram a ser cooptadas pelo estado.

Mais recentemente podemos observar o uso que a Ditadura Militar fez do ensino público obrigatório, doutrinando as crianças com as disciplinas de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira. No atual cenário brasileiro vemos outros usos políticos-ideológicos com a obrigatoriedade de determinados conteúdos, como a História Africana.

O controle do MEC sobre currículos, programas, instituições privadas e a implantação de avaliações nacionais não é algo recente, pois remonta ao Ministério do Interior da Prússia. Deste modo, reproduzimos no século XXI um modelo de gestão política da educação próximo ao modelo do estado mais despótico da história da Europa.

Espero que as indagações contidas neste livro possam ajudar a desfazer alguns mitos que permeiam o debate sobre a educação. Se você, leitor, ainda pensa que é dever do estado cuidar da educação, recomendo a leitura desta obra. Caso você defenda o fim do controle estatal sobre o ensino, este livro é uma enorme fonte de argumentação.

Prefácio escrito para o livro

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