Lampião era gay, mas a justiça não deixa falar isso

A justiça proibiu o lançamento do livro “Lampião: o mata sete” porque no livro há a afirmação de que Lampião era gay e a Maria Bonita dormia com outro cangaceiro.

A família entrou com o pedido porque para eles a liberdade de expressão tem limites. Pode falar que o antepassado era bandido, pistoleiro, criminoso, violento, mas falar que teve relações homoafetivas não pode. Não farei nenhum comentário sobre a saúde mental dos descendentes do cangaceiro (que o livro também duvida que sejam, visto que ele levou um tiro na genitália e não podia ter filhos).

É um absurdo esse tolhimento da liberdade! E já acontece há diversos anos: com o livro “Estrela Solitária: um Brasileiro Chamado Garrincha” que falava o tamanho do pênis do jogador e mais recentemente com o livro sobre o cantor Roberto Carlos.

Já que a justiça gosta de impedir a liberdade, vamos provocar: Sarney é um bandido que controla todo o Estado do Maranhão, possui prêmios literários, mas seus livros são péssimos. Tudo o que conquistou na vida foi com trambicagem e através de influência política. Pronto! Agora podem tolher a minha liberdade por falar a minha versão da história de uma pessoa pública.

Agora, o juiz Aldo Albuquerque vai entrar para a lista dos Inimigos da Liberdade. O juiz desocupado que impede que a história seja recontada.