Carta aberta sobre o IPTU aos Vereadores de São Paulo

Caro vereador,

O senhor votou a favor do aumento do IPTU. Venho, como cidadão de São Paulo, exercer a minha função de povo. A função do povo não é aceitar ou acatar às decisões tirânicas dos representantes eleitos, mas apontar a sua discordância para com o absurdo da decisão.

Monarcas foram depostos e mortos por aumentarem impostos. O senhor segue o mesmo rumo. Talvez o senhor não morra guilhotinado, enforcado, envenenado ou com uma espada atravessando seu pescoço ou ventre, mas há outras formas de matar políticos.

O seu nome estará sempre vinculado a este ato absurdo. Sua vida enquanto vereador estará sempre vigiada. Vigiarei suas contas, seus cargos, seus caminhos, seus emails e telefones. Enquanto povo, lutarei para que sua estadia no poder termine neste mandato. E que toda a sua descendência seja desmoralizada publicamente por terem o sangue tirânico que o levou a votar a favor do aumento do IPTU.

Este é o meu repúdio à sua pessoa.

A sua gangue conseguiu mais uma vez aumentar o roubo aos cidadãos honestos, mas não será fácil para nenhum de vocês. O povo acordou e pede a cabeça dos consumidores de impostos.
Deste pagador forçado de impostos,

Filipe Celeti
Filósofo, professor e poeta.

Anúncios

Quem baixa impostos é fora da lei

No primeiro dia de junho o STF condenou a prática de “guerra fiscal”. Segundo reportagem, o supremo julgou inconstitucional leis de diversos estados.

O resultado disso? Diversos estados continuam sem produzir, sempre “roubando” a produção alheia. O STF acaba de afirmar que os estados não podem pensar em crescimento econômico, pois estão ferindo a constituição e sua forma de tributação.

Alterando totalmente a questão, numa sociedade mais livre a guerra fiscal seria incentivada. Cada região seria autônoma e decidiria como deveria ser seu crescimento econômico. Sem algo federal para coagir estados e municípios, haveria maior geração de riqueza e aumento da qualidade de vida dos indivíduos, com mais empregos e produtos, e serviços mais baratos.

Enquanto nada muda, os assessores jurídicos e econômicos dos estados vão gastar enormes fortunas para elaborar novas leis para burlar a decisão do STF. E a burocracia continua no país onde fora da lei é quem evita o assalto dos impostos.