Máfia, desvio e corrupção em São Paulo

Explodiu mais um escândalo envolvendo funcionários públicos e os favorecimentos a empresas. Desta vez funcionários da prefeitura de São Paulo favoreceram construtoras ao cobrarem o ISS (Imposto Sobre Serviços) abaixo do valor estipulado. Alem disto, o grupo também adulterava o cadastro do IPTU para que os imóveis pudessem pagar um valor menor à prefeitura.

Num primeiro momento, pode-se olhar para os auditores como herois genuínos! Não fosse a atuação deles, capaz que bem menos empreendimentos imobiliários fossem realizados ou tivessem condições de permanecerem viáveis. O funcionário corrupto faz um bem à sociedade quando permite que as regras e as leis não sejam aplicadas totalmente, resultando em mais empreendimentos e maior geração de riqueza.

Entretanto, o louvor aos corruptos termina rapidamente. Decerto que são o resultado da lógica governamental que cria dificuldades para vender facilidades. Ao se corromperem facilitam a vida dos paulistanos que terão mais empregos e imóveis. Mas, a facilidade não está disponível para todos. Governos são experts em favorecer empresas com as quais se relacionam. Os auditores fizeram o mesmo.

Por mais que ajudar indivíduos e empresas a pagar menos impostos, ou seja, ajudá-los a não serem roubados, seja algo bom, poucos são os que se favorecem com esta manobra. A facilidade deu vantagem a um grupo de indivíduos, enquanto muitos outros eram penalizados com as auditorias feitas com toda a força da lei. A concorrência desleal é fruto deste favorecimento.

Politicamente, a atual gestão da cidade usará este episódio para erguer-se como defensora de transparência e eficiência. A corrupção divulgada retomará o debate sobre o aumento do IPTU e sobre como a cidade não consegue cumprir seus compromissos financeiros por causa de calotes como o do ISS e do IPTU.

O único lamento possível para os que defendem a liberdade é que não tenha existido um funcionário público, descontente com os absurdos totalitários dos impostos, para mudar o cadastro de todo o IPTU de São Paulo para “imóveis isentos” nem um vereador decente propondo corte de gastos e o fim da retenção do ISS na cidade, promovendo um crescimento real para toda população.

 

Publicado originalmente em Libertários.

Vagabundo anda de skate ou usa farda?

gcm-skateNo dia 04 de Janeiro a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo entrou em conflito com skatistas na histórica Praça Roosevelt, no centro da capital paulistana. Tudo teve início, de acordo com o relato dos presentes e com as fotos e filmagens, por conta de um membro da GCM, à paisana, que se irritou com os skatistas.

O filme mostra o “policial” dando uma chave de pescoço num adolescente. Com a revolta dos que ali se encontravam, ele, Luciano Medeiros, e uma colega jogam spray de pimenta nas pessoas que se aglomeravam ao redor.

O ponto alto do vídeo é o jovem atingido pelo spray filmando as dezenas de policiais que foram chamados juntamente com o agressor. O policial se irrita e discute com o jovem. A ingenuidade do skatista foi dizer que a polícia serve para “nos defender”. Ela não serve para isso. Ela serve para defender os interesses da cidade. Como a cidade não é uma pessoa para ter interesses, os que fazem parte de instituições policiais defendem os seus próprios interesses.

A defesa de seus próprios interesses fica nítida quando o policial diz que o jovem é um vagabundo porque anda de skate. Na verdade o vagabundo é aquele que, incapaz de ter habilidades artísticas, esportivas, intelectuais e produtivas, presta um concurso público para ser um guarda municipal.

A Prefeitura de São Paulo publicou uma nota informando que os guardas envolvidos já foram afastados.

Vídeo: