Lampião era gay, mas a justiça não deixa falar isso

A justiça proibiu o lançamento do livro “Lampião: o mata sete” porque no livro há a afirmação de que Lampião era gay e a Maria Bonita dormia com outro cangaceiro.

A família entrou com o pedido porque para eles a liberdade de expressão tem limites. Pode falar que o antepassado era bandido, pistoleiro, criminoso, violento, mas falar que teve relações homoafetivas não pode. Não farei nenhum comentário sobre a saúde mental dos descendentes do cangaceiro (que o livro também duvida que sejam, visto que ele levou um tiro na genitália e não podia ter filhos).

É um absurdo esse tolhimento da liberdade! E já acontece há diversos anos: com o livro “Estrela Solitária: um Brasileiro Chamado Garrincha” que falava o tamanho do pênis do jogador e mais recentemente com o livro sobre o cantor Roberto Carlos.

Já que a justiça gosta de impedir a liberdade, vamos provocar: Sarney é um bandido que controla todo o Estado do Maranhão, possui prêmios literários, mas seus livros são péssimos. Tudo o que conquistou na vida foi com trambicagem e através de influência política. Pronto! Agora podem tolher a minha liberdade por falar a minha versão da história de uma pessoa pública.

Agora, o juiz Aldo Albuquerque vai entrar para a lista dos Inimigos da Liberdade. O juiz desocupado que impede que a história seja recontada.

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Lei antifumo federal

Senado aprovou e agora a lei antitabaco aguarda aprovação da presidente.

É bem interessante ver como funciona a mente dos políticos. Pensam-se donos de tudo. Querem legislar até mesmo em locais nos quais não são bem vindos, os locais privados.

Além de marginalizar os fumantes, o que mais acontecerá com a medida? Obviamente que o consumo não irá diminuir como os defensores da saúde pública defendem. O aumento do preço do cigarro incentivará o contrabando e a porcentagem de cigarros paraguaios irá aumentar.

Se o grande argumento é acerca do fumo passivo, é preciso divulgar o relatório da OMS, publicado no Journal of the National Cancer Institute em 1998, no qual o fumo passivo não causa câncer.

Se o argumento é o custo público, basta fazer contas simples para concluir o que o movimento Fumante Unidos concluiu: “o imposto que cada fumante brasileiro paga apenas sobre os cigarros é mais do que suficiente para cobrir o seu próprio custo ao Governo Federal, e o dinheiro que sobra ainda pode financiar quase metade do que a União gasta com a saúde da população não-fumante.”

A única justificativa restante é a prepotência e a psicopatia em querer controlar a vida de terceiros.

Eu defendo e convoco todos aqueles que possuem estabelecimentos a proibir a entrada de políticos, a pior droga existente neste país.

Chega de transportar peso: a polêmica da garupa

Foi aprovado pelos deputados de São Paulo o projeto de lei que proíbe que nos dias úteis motociclistas levem alguém na garupa. A justificativa é diminuir o número de assaltos realizados no trânsito e também diminuir o número de mortes. A lei ainda precisa ser aprovada pelo governador Geraldo Alkmin.

Jooji Hato, o inventor dessa lei ridícula, disse para a reportagem do Jornal da Globo da noite do dia 23 de novembro que foi assaltado por um garupa de motocicleta e não quer que ninguém passe pelo o que ele passou. Bom, o Jooji Hato recebe salários provenientes do pagamento de impostos há vários mandatos. Por que ele não passa uma lei proibindo a existência de deputados para que no futuro as pessoas não passem pelo assalto que as vossas excelências executam todo o mês ao receber salário à custa de nosso suor?

Se há algo que precisamos é acabar com esses políticos que querem ficar na nossa garupa. Somos adultos, responsáveis e a motocicleta é nossa. Daqui a pouco vão proibir a circulação de todas as motos, mas é melhor não dar ideia para políticos desocupados, inúteis e que são apenas um peso extra, bem diferente daquelas pessoas que necessitam de uma carona para trabalhar, estudar, enfim, fazer algo mais útil do que inventar restrições às liberdades de terceiros.