Fome Zero Mundial

Foi noticiado que a partir de janeiro de 2012, o brasileiro José Graziano da Silva irá presidir a FAO (órgão da ONU de Agricultura e Alimentação). Graziano, para quem não sabe, era o ministro que ajudou a por em prática o programa Fome Zero. Com toda a sapiência em criar um programa populista que tampa o sol com a peneira, não vejo a eleição do brasileiro como algo positivo.

É engraçado, como as pessoas acham que burocratas são capazes de acabar com a fome. Veremos sempre as loucuras de combater os transgênicos e o biocombustível (o malvado da vez que impede que alimentos sejam produzidos).

A única luz no fim do túnel foi ler em reportagem sobre a eleição que um dos combates deve ser a eliminação dos subsídios aos produtores agrícolas. Esta sim é uma bandeira que o LIBER defende. Menos regulamentação estatal na produção e nada de incentivo, pois o incentivo é pago com dinheiro roubado do povo. É contraditório tirar dinheiro do povo pra pagar para alguém produzir alimento e o povo ter de pagar pelo alimento. Não faz sentido! É melhor que cada cidadão tenha mais dinheiro consigo (através da diminuição dos impostos) e que o lucro seja o incentivo dos produtores rurais para alimentar o povo.

O povo se alimenta não pela bondade de quem planta, mas porque quem planta procura seus próprios interesses. É por este motivo que defendemos o indivíduo e a sua busca pela felicidade.

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A ética da bandidagem

Sendo muito eufêmico, isto é, usando palavra boazinha para amenizar a realidade, posso afirmar que o advogado Jeferson Badan foi “infeliz” ao falar sobre a ética dos bandidos.

Pra quem não sabe, um aluno da USP foi morto com um tiro na cabeça no estacionamento da faculdade. Hoje, um indivíduo se dirigiu à uma delegacia e confessou a participação no crime. De acordo com o que confessou, ele e um comparsa estavam roubando no local, por ter pouca segurança, e o responsável pelo disparo foi o comparsa. Obviamente ele não entregou o comparsa. Indagado sobre a decisão de não denunciar o comparsa, o advogado (conhecido por defender bandidos, estelionatários e outras estirpes) declarou que até no meio da bandidagem há uma ética, e que tal código de ética afirma que não se deve entregar outro bandido.

É engraçado como deturpam as palavras e tenho de concordar que esta é a primeira forma de subverter a racionalidade humana, relativizando tudo. Ética não tem nada a ver com “código de conduta”. Ética é a reflexão crítica sobre as ações dos indivíduos.

Usando o potencial racional para refletir, podemos encontrar inúmeros erros nesta suposta ética dos bandidos. O bandido deve: estar atento, escolher bem o alvo, não roubar deficientes, justificar seus crimes com argumentos emotivo-sociais, ter boa mira com o revólver, planejar a ação, fugir de forma eficiente, não deixar pistas e não entregar os amigos. Olha que belo código de conduta. Se o outro é seu amigo, cumpre defendê-lo e protegê-lo, mas se o outro pode ser considerado playboy, boyzinho, riquinho etc. então merece não ter proteção e defesa.

O problema da bandidagem no Brasil é a ausência de noção de propriedade privada. Os outros são propriedades de si mesmo e toda espécie de violação é um crime. Tirar a vida de alguém é tirar a propriedade daquela pessoa. É um roubo de vida.

Qual pode ser a condenação para latrocínio? Uns 20 a 30 anos (saindo em 10 por bom comportamento). Eu queria ver se ele tivesse de indenizar a família da vítima pelo seu crime. Quanto valeria a vida de um jovem de 24 anos, universitário e com todo o futuro pela frente?

Quando aviões caem todos querem arrancar uma grana das empresas aéreas. Queria um mundo no qual todo crime pesasse no bolso. Queria ver quem estaria disposto e ressarcir os danos de outros.

Seria antiético? Não mesmo! Seria a melhor forma de responsabilizar cada um pelos seus atos.

Uma fusão nada sadia

O relator no CADE (Conselho Autoritário de Destruição Econômica) disse que a fusão entre Sadia e Perdigão vai prejudicar o consumidor, resultando em aumento de preços dos alimentos, conforme matéria.

Carlos Ragazzo, o relator, demonstrou ser um ragazzo em assuntos econômicos.Suas ideias econômicas só podem ser fruto de desconhecimento, próprio de um ragazzino. Ele não sabe que numa sociedade na qual participar da produção é uma atividade sem os inúmeros entraves tributários e burocráticos, uma situação de monopólio pode acontecer, porém os preços não aumentam pelo fato de que qualquer aumento de preço absurdo abre portas para a competição. Um empresa eficiente pode ter enorme fatia no mercado, mas se ficar acomodada perde espaço para a inovação dos concorrentes. Neste sentido, é uma ilusão achar que a BRF vai dominar o mercado e fazer com que a população passe fome.

Se há uma fusão que não é sadia, é a fusão do monopólio de coerção estatal com a ignorância dos burocratas. Esta é a fusão que resulta no empobrecimento de todos.

Gatuno em telhado branco de zinco quente

“Verdade! Verdade! Todos querem a verdade! Mas a verdade é tão suja quanto a mentira!”, disse Maggie (Elizabeth Taylor) no filme Gata em Telhado de Zinco Quente. A verdade é suja, pois escancara toda a sujeira que a mentira tenta mascarar.

Vamos falar umas verdades. Existem diversos gatunos na política nacional, o que não é novidade para ninguém. Porém, dessa vez decidiram atacar os telhados. É a Lei do Telhado Branco. Os vereadores da cidade de São Paulo estão votando uma lei que obriga todos os moradores a pintar os telhados de suas casas de branco, num prazo de 180 dias.

Os vereadores se baseiam numa campanha, “Um Grau a Menos”, que afirma que tetos brancos refletem a luz do sol e esfriam a cidade diminuindo consumo de CO2.

Olha que interessante! O preço da tinta vai subir, vai faltar tinta e em 180 dias toda a população da maior cidade do pais será criminosa por não pintar o telhado. Não é preciso falar que as indústrias de tintas estão super felizes. Fizeram o maior acordo que poderiam. Se o nome disto não é lobby, eu não sei como chamar essa pequena “ajuda” governamental aos fabricantes de tintas.

A insanidade chegou a tal ponto na Câmara Municipal que irão obrigar cidadãos a gastar uma fortuna (tudo é muito caro em São Paulo) pra pintar os telhados. Esta é a verdade: os vereadores da cidade perderam totalmente a capacidade de raciocínio. Se não estão loucos, o projeto de lei deve ser piada.

Entretanto, não é loucura nem piada. Os legisladores fazem tudo muito bem pensado. Fazem acordos com certos setores e, além disto, querem é controlar as decisões pessoais de cada um. Hoje aprovam um mero telhado branco inocente, amanhã o crime é você pensar.

Repudiar os vereadores e suas leis cretinas é preservar a sua integridade individual.

O povo gado não pode comer ração

Neste país onde se pensa que o povo é gado e deve ser conduzido por seres pensantes e superiores, tudo o que vem da ANVISA pode ser motivo de piada.

Os bons moços da associação sempre acham algum produto venenoso e o tiram de circulação. Agem assim como se nós precisassemos de um guia alimentar e fôssemos todos suicidas.

Nesta loucura megalomaníaca da ANVISA, o alvo da vez é a Ração Humana, como podemos ver aqui. O clube dos ditadores dos hábitos alimentares julgaram que o nome Ração pode induzir as pessoas a pensarem que o produto pode substituir uma alimentação balanceada.

Com tudo isso, a única coisa que resta é admitir que nesta grande fazenda, chamada Brasil, ninguém pode comer ração.

Só não reclama muito para não ir pro matadouro…

A ilusão do PIB

Nesta sexta-feira foi anunciado os resultados do cálculo do PIB do primeiro trimestre de 2011. O Ministro Mantega aproveitou a oportunidade para falar da vitalidade da economia brasileira, como mostra reportagem da Reuters.

Os dados governamentais mostram que o PIB brasileiro atingiu os 939,6 bilhões de reais. Aqueles, porém, que pouco sabem de economia, vão ficar felizes com os dados, achando que há mais dinheiro no bolso das pessoas e que o consumo aumentou.

Entretanto, para nós do Liber, que vemos o estudo econômico de acordo com a Escola Austríaca de Economia, estes números não passam de ilusão. Junto com o cálculo está a produção de riqueza, feita pelos cidadãos honestos e a destruição de riqueza, feita pelos gastos do governo. É uma tremenda ilusão achar que um alto PIB é algo bom enquanto não ficar claro o que realmente se produziu e se consumiu subtraindo os gastos governamentais e seu assalto à produção.

 

Mais sobre o assunto:

C+I+G = Bobagem

Por que o PIB é uma ficção

As falácias sobre o PIB brasileiro

Sobre o PIB brasileiro, o baixo desemprego e outras questões econômicas

Quem baixa impostos é fora da lei

No primeiro dia de junho o STF condenou a prática de “guerra fiscal”. Segundo reportagem, o supremo julgou inconstitucional leis de diversos estados.

O resultado disso? Diversos estados continuam sem produzir, sempre “roubando” a produção alheia. O STF acaba de afirmar que os estados não podem pensar em crescimento econômico, pois estão ferindo a constituição e sua forma de tributação.

Alterando totalmente a questão, numa sociedade mais livre a guerra fiscal seria incentivada. Cada região seria autônoma e decidiria como deveria ser seu crescimento econômico. Sem algo federal para coagir estados e municípios, haveria maior geração de riqueza e aumento da qualidade de vida dos indivíduos, com mais empregos e produtos, e serviços mais baratos.

Enquanto nada muda, os assessores jurídicos e econômicos dos estados vão gastar enormes fortunas para elaborar novas leis para burlar a decisão do STF. E a burocracia continua no país onde fora da lei é quem evita o assalto dos impostos.